sexta-feira, 26 de julho de 2013

Rio gasta R$ 6 milhões para realizar dragagem em Guaratiba

A Prefeitura do Rio de Janeiro gastou R$ 6 milhões para dragar o rio e canais de Guaratiba (zona oeste), para garantir a realização da Jornada (Jornada Mundial da Juventude), mas ainda desconhece quanto pagou para construir quatro passarelas provisórias, a fim de facilitar o acesso dos fiéis.

Apesar de dizer que a dragagem será um legado para a cidade, o evento foi o motivo que levou à obra, admitiu a prefeitura.

Chuvas fortes na cidade nos últimos dias transformaram o terreno onde seriam feitos eventos da Jornada em um grande lamaçal, o que inviabilizou a realização da vigília, no sábado (27), e a missa de encerramento do evento pelo papa Francisco, no domingo (28).

Os dois eventos foram transferidos para a praia de Copacabana, mas até o momento a prefeitura não sabe como funcionará a logística de alimentação, mobilidade e outras necessidades para os mais de 350 mil peregrinos inscritos na Jornada, além de outros participantes do evento, que pode elevar esse número para 2 milhões de pessoas.

TERRENO DE NINGUÉM

Segundo comunicado da prefeitura, não houve gasto dentro do terreno cedido por dois empresários, cujos nomes também não foram revelados. O chamado Campus Fidei, de 1,3 milhão de metros quadrados, foi terraplanado pela organização do evento, que também não informou quanto foi investido na melhoria.

Já as obras feitas em Guaratiba foram assumidas pela prefeitura. "Com relação às intervenções do município em Guaratiba, a prefeitura esclarece que todas foram no sentido de melhoria da infraestrutura do bairro, beneficiando os moradores da região", afirmou.

Entre as benfeitorias feitas para a a jornada durante a visita do papa Francisco, foi feita a dragagem do rio Piraquê e dos canais 1, 2 e 3. Além disso, houve a urbanização de diversas vias com a implantação de mais de 50 placas de sinalização de nomes de rua.

Ao longo dos últimos meses foi realizado a fresagem e o recapeamento das estradas Capoeira Grande, Ilha de Guaratiba, da Matriz e do Mato Alto, em Guaratiba, e da Avenida Atlântica, em Copacabana, com instalação de sinalização vertical e horizontal.

As obras, segundo a prefeitura, "ficarão como legado da Jornada Mundial da Juventude não só para a zona oeste, mas para toda a cidade do Rio", disse em nota.

Ainda de acordo com a nota, o papel na Jornada Mundial da Prefeitura "é garantir a comunicação, a mobilidade, a logística, a saúde e o bom funcionamento da cidade durante a estadia do papa Francisco no Rio de Janeiro", disse.

Uol

Cabral arrasta Dilma para baixo nas pesquisas

O Rio de Janeiro hoje é o terceiro maior colégio eleitoral do Brasil dentre os 27 estados da federação. Diante desse fato, a queda da popularidade do governador Sérgio Cabral, apontada pela pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, que deverá ser divulgada esta semana, é a razão fundamental e única para que se possa justificar a queda tão acentuada da presidente Dilma Rousseff nas últimas pesquisas.

Agora, mais do que nunca, fica esclarecida a queda de Dilma. A pesquisa da CNI, em que Cabral aparece com apenas 12% de aprovação da população do estado, que consideram seu governo bom e ótimo, justifica o desmonte da popularidade da presidente por estar vinculada ao governo do Rio. Os analistas andavam intrigados com declínio tão acentuado que a presidente sofreu nos últimos meses e hoje tudo se esclarece.

Os assessores políticos do PT estão preocupados e temem o que poderá acontecer durante a Copa de 2014, em função das manifestações que deverão continuar ocorrendo, onde o Maracanã é a base fundamental da campanha, como suposto símbolo da corrupção, cujo orçamento inicial, que era de R$ 300 milhões, chegou ao final da reforma a mais de R$ 1,2 bilhão. Os preços exorbitantes dos ingressos, que os pobres não poderão comprar – acabaram com a Geral – poderão colaborar com estragos ainda maiores à candidatura de Dilma.

Essas manifestações que continuarão abordando denúncias de corrupção, de concorrências fraudulentas, de uso indevido de helicópteros, das facilidades às empreiteiras amigas, entre outros escândalos, e principalmente a reforma do próprio estádio, podem refletir na campanha da presidente. O Maracanã, que foi a única diversão por mais de 60 anos das classes C e D, que mesmo sofridas, tinham seus fins de semana alegrados com os jogos, poderá vir a se tornar um símbolo do mau uso do dinheiro público.

As Copas do Mundo, que sempre enfeitaram todo o país, com bandeiras, fogos e ruas decoradas, terão que se repetir, mas como única alternativa aos torcedores, pois no Maracanã o povo não terá como pagar e ainda ficará isolado, com olhar lúgubre, em razão da segurança pública, como aconteceu na Copa das Confederações . Mesa farta de festa de patrão que empregado não entra. Dilma e os políticos tem uma opção triste: se o Brasil for campeão, o que permitirá mais de quatro jogos da seleção, em que o povo estará distante das partidas, a raiva certamente vai aumentar. Se o Brasil não for campeão, o dano poderá ser menor, jogaremos menos e não chegaremos ao Maracanã, mas o povo continuará com raiva dos gastos sem resultado. Pobre torcedor brasileiro.

Jornal do Brasil

Protesto no Rio termina sem violência

Depois de seguir pelas ruas internas de Ipanema, a manifestação que começou na tarde de ontem perto do prédio onde mora governador Sérgio Cabral, no Leblon, chegou ao bairro de Copacabana. O grupo ficou menos de 30 minutos em frente ao palco central armado para as cerimônias religiosas da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Ao saírem do Leblon, os manifestantes seguiram em passeata pela Rua Ataulfo de Paiva, depois, de braços dados percorreram as ruas internas de Ipanema até chegar em Copacabana. Usando megafones, os líderes do movimento, acalmavam os comerciantes que se apressavam em fechar as lojas, temendo depredações. Eles informavam que a passeata era pacífica. Ao chegarem na Avenida Nossa Senhora de Copacabana na esquina com a Avenida Princesa Isabel, eles sentaram na pista e provocaram problemas no trânsito.

Depois o grupo resolveu voltar para a Avenida Atlântica, onde ficou de frente para uma barreira policial, formada por mais de 100 homens, usando escudos e capacetes de proteção. Diante do bloqueio, os manifestantes retornaram para a Avenida Princesa Isabel com a Nossa Senhora de Copacabana, onde estão bloqueando o trânsito, na altura do Leme.

Agência Brasil

Noblat: Cariocas têm má vontade com Cabral

Ao comentar o pífio desempenho de Sérgio Cabral entre 11 governadores em pesquisa do Ibope, colunista Ricardo Noblat vê má vontade dos cariocas com o peemedebista. Leia:

Dois governadores, dois destinos, por Ricardo Noblat

Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, e Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, ocupam os extremos da avaliação feita pelo Ibope de 11 governadores, uma vez consultados 8 mil brasileiros.

1. Avaliação do governo dos governadores (Percentual de respostas que consideram o governo estadual ótimo ou bom)
* Eduardo, 58%
* Cabral, 12%

2. Aprovação da maneira de governar do governador (Percentual de respostas que aprovam)
* Eduardo, 76%
* Cabral, 29%

3. Confiança no governador (Percentual de respostas que confiam)
* Eduardo, 68%
* Cabral, 25%

A má vontade dos cariocas com Cabral é de tal porte que eles põem a segurança pública entre as três áreas mais elogiadas do governo - e ao mesmo tempo entre as três piores áreas.

 Brasil 247

Cabral e Paes gastam com torneio de hipismo no Rio


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou na Justiça para recuperar cerca de R$ 10 milhões gastos pela Prefeitura do Rio e o governo do Estado com o Oi Athina Onassis Horse Show. O torneio de hipismo realizado num clube da alta sociedade foi organizado com a ajuda de dinheiro público em 2009, 2010 e 2011.

Segundo promotores, o investimento de governos no torneio não se justifica. O Athina Onassis Horse Show é um evento fechado, que ganha com venda de ingressos, comercialização de bebidas, alimentos e outros produtos. Além disso, é apoiado por empresas que expõem suas marcas na competição e nas transmissões de TV.

Apesar disso, só a Prefeitura do Rio investiu R$ 2 milhões no Athina Onassis em 2009 e mais R$ 2 milhões em 2010. O dinheiro foi repassado por meio do Instituto Superar, contratado para ajudar na organização.

O Diário