Rio247 – Em meio a uma série de manifestações pedindo a saída de Sergio Cabral, o governador do Rio de Janeiro admitiu, em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira 1º, ter cometido erros em seu segundo mandato. Houve "erros de diálogo", algo que, segundo ele, "sempre foi" sua marca.
"Sem dúvida aqui no Rio, eu também cometi erros. Erros de diálogo, erros de incapacidade de dialogar, que sempre foi a minha marca", disse Sergio Cabral. Questionado sobre as manifestações contra ele no Estado, prosseguiu: "Acho que da minha parte faltou mais diálogo, uma capacidade de entendimento e de compreensão".
O peemedebista, que após a visita do papa Francisco, admitiu que estava "precisando de uma dose de humildade", afirmou ainda que poderia citar várias situações em que essas questões – de falta de compreensão – se deram. "Mas, eu não sou uma pessoa soberba, que não está aberta ao diálogo. Para mim, a democracia é um bem intangível", defendeu-se.
"Jamais exagerei", disse Cabral sobre helicópteros
Cabral também negou ter cometido exageros quando questionado sobre o uso de helicópteros do Estado. Segundo denúncia da revista Veja, seus voos aconteciam praticamente todos os finais de semana e levavam a família toda – inclusive duas babás e o cachorro – até sua casa de praia.
Mas de acordo com o governador, não havia regras para o uso das aeronaves. "Não havia regras. Jamais exagerei. O helicóptero não é do Sérgio Cabral, é do governo do estado. Quando tem protocolo de uso, passa a ter regras e com regras tudo fica mais fácil", justificou.
Rio 247
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
'Avenida Brasil' ganha respeito da crítica em Portugal
"Agora que caminha para o fim (faltam duas ou três semanas), a telenovela da Globo 'Avenida Brasil' merece, sem reservas, o elogio: foi a melhor série de ficção que este ano passou na televisão portuguesa. Não há ironia nesta frase. Não é boutade. Admita-se: talvez diga alguma coisa sobre a programação dos canais generalistas. Talvez seja precipitada. Não disfarça, todavia, qualquer duplo sentido. "
O trecho é parte da crítica de José Marmeleira publicada esta semana no jornal "Público", de Portugal. O crítico atribui à novela de João Emanuel Carneiro a originalidade de fazer muitas referências cinematográficas. Ele encontra cenas, sequências e planos inspirados em "Little Miss Sunshine", "Kill Bill 2", "Cisne Negro", "Dogville" e "Carrie".
E conclui: "Em 'Avenida Brasil', a telenovela brasileira não só não perdeu uma das suas melhores características como tomou para si códigos, referências visuais, recursos estilísticos e narrativos que lhe eram exteriores. Ou seja: continuou a confrontar-nos com comportamentos, visões do mundo e representações da vida, mas agora recorrendo a um arquivo muito especial: aquele que o cinema clássico lhe deixou. Eis o que explica o prazer que Avenida Brasil trouxe a quem a viu. Um prazer antigo, quase extinto.
Blog do Artur Xexéo
Moradores do Horto ganham nova praça
Os moradores do Horto foram contemplados com a revitalização da praça do bairro. O espaço arborizado já era bonito, mas com as intervenções da prefeitura, através da secretaria de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, a praça ganhou uma nova cara e tem sido bastante elogiada pelos moradores.
Além de receber brinquedos novos, o lugar também passou por trabalhos de manutenção do paisagismo, como a manutenção de alguns canteiros, reposição de plantas e poda de gramado. Os bancos também foram pintados, além da quadra que também recebeu um novo alambrado, garantindo a segurança dos moradores.
A dona de casa Ana Maria Siqueira de Souza, 42 anos, frisou que o bairro ficou ainda mais valorizado com a revitalização da praça. “Nós, moradores, estamos muito felizes com as intervenções que a prefeitura realizou na nossa área de lazer. Agora temos um espaço bem bonito para conversar ou para as crianças brincarem”, falou.
Paisagismo e manutenção – Além da reforma feita pela Secretaria de Obras, a prefeitura também está desenvolvendo o projeto de paisagismo, que já contemplou mais de 50 praças e canteiros espalhados pelo município. As praças já reformadas também vêm passando por constante manutenção seguindo um cronograma estabelecido pela secretaria. Entre as que já foram contempladas, estão: Praça Nilo Peçanha (Jardim São Benedito), Praça do Flamboyant, Praça do Tamarino, Praça do Almirante, entre outras.
Site da Prefeitura de Campos
Cabral e Pezão, uma dupla desafinada
Cabral e Pezão estão tentando mudar a música, mas já desafinaram há muito tempo. Por mais que tentem daqui para a frente não haverá aplausos, só vaias até saírem pela porta dos fundos.
Blog do Garotinho
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Por que Fernanda Torres socorreu Cabral?
Rejeitado pela população do Rio de Janeiro e até mesmo pelos vizinhos do Leblon, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, recebeu um apoio inusitado nos últimos dias. Em artigo publicado na Veja Rio, a atriz Fernanda Torres, filha da diva Fernanda Montenegro, saiu em sua defesa. Fez um artigo intitulado "Ódio", cuja argumentação vai na linha de "se está ruim com Cabral, pior sem ele".
Por mais bem intencionada que esteja a atriz, sua análise fica prejudicada por um constrangedor conflito de interesses. A produtora Conspiração, que pertence a seu marido Andrucha Waddington, recebeu benefícios de R$ 1,6 milhão do governo Cabral para promover um festival de curtas, chamado "Rio eu te amo". O projeto pediu à secretaria de Cultura um apoio de R$ 2 milhões e teve 80% da solicitação aprovada (confira no Diário Oficial do Rio de Janeiro).
Leia, abaixo, o artigo de Fernanda Torres na Veja:
Ódio
Deixei o Rio de Janeiro há duas semanas. O clima ameno do inverno me fez lamentar a viagem. Adoro o Rio de abril a julho, a atmosfera limpa e a temperatura ideal.
Nova York derrete sob um calor de Madureira.
Fui assistir ao musical de David Byrne sobre a vida de Imelda Marcos. Achei um pouco ingênuo, mas gostei de saber da história. Ela guarda alguns paralelos com as manifestações populares que tomaram conta do Brasil. Em frente ao balcão do palácio, com o povo linchando os bonecos do casal Marcos, Imelda pergunta à massa o porquê de não gostarem dela. Depois, foge para os Estados Unidos em um helicóptero, acompanhada de cinquenta membros de seu partido e 3 000 pares de sapato.
Quando saí do Rio, a vigília em torno do prédio do governador Sérgio Cabral estava apenas começando. Amigos mais engajados se juntavam ao protesto e muitos sofreram com a ação violenta da polícia.
Boatos, vindos de gente bem informada, levantavam a apavorante hipótese de a truculência da guarda estar partindo não da Secretaria de Segurança, mas das milícias infiltradas na corporação, insatisfeitas com a atual política.
Conhecidos, revoltados com a ponte aérea Rio-Porto Belo do helicóptero do governador, prometiam fazer o que estivesse ao alcance deles para tirar Cabral do poder.
Alguns se aglomeraram na porta da igreja para berrar contra o casamento milionário da filha de um empresário de transporte. Outros tentaram controlar a fúria dos companheiros de passeata. Um homem retrucou dizendo que estava ali porque era incapaz de sustentar a própria família com a merreca que ganhava por mês. Tomado, investia contra lojas e restaurantes da Zona Sul.
Meu irmão viu uma turba de encapuzados de preto, munidos de pedras, se dirigir para Ipanema.
A revolução popular comporta muitas tribos, muitas vontades e muitos pontos de vista. Não é à toa que a Revolução Francesa decapitou seus principais líderes após a vitória.
Cabral velejava nos bons ventos das UPPs e dos eventos esportivos que viriam sustentar a economia do Rio de Janeiro até 2016. Foi pego pelo jantar da Delta, em Paris, e pelo uso abusivo do transporte aéreo. De uma hora para outra, vestiu a coroa de Luís XVI.
A ditadura das ruas, se perpetuada, corre o risco de se tornar algo brutal, perigoso e irascível. Resta saber quem sairá fortalecido dessa batalha.
Temo tanto a esquerda radical, pura, virgem, que vê em todo e qualquer empresário um corrupto em potencial, quanto o capitalismo sem freio, que aceita conchavos, subornos e privilegia aliados. Mas me apavora, acima de tudo, o populismo de Garotinho.
Eu me pergunto se a grita não beneficiará, mais tarde, forças políticas devastadoras.
Tenho refletido sobre as opções para 2014. A ideia de que as milícias estariam por trás da ação dos policiais, com o objetivo de acabar com a credibilidade do trabalho de José Mariano Beltrame, é uma triste possibilidade. Quando eu me lembro de Álvaro Lins, tenho vontade de chorar.
É preciso ter cuidado para não servir de massa de manobra para as sempre alertas forças ocultas.
Como diz um amigo budista, o mal é sempre poderoso e a virtude, frágil como pluma.
Rio 247
Por mais bem intencionada que esteja a atriz, sua análise fica prejudicada por um constrangedor conflito de interesses. A produtora Conspiração, que pertence a seu marido Andrucha Waddington, recebeu benefícios de R$ 1,6 milhão do governo Cabral para promover um festival de curtas, chamado "Rio eu te amo". O projeto pediu à secretaria de Cultura um apoio de R$ 2 milhões e teve 80% da solicitação aprovada (confira no Diário Oficial do Rio de Janeiro).
Leia, abaixo, o artigo de Fernanda Torres na Veja:
Ódio
Deixei o Rio de Janeiro há duas semanas. O clima ameno do inverno me fez lamentar a viagem. Adoro o Rio de abril a julho, a atmosfera limpa e a temperatura ideal.
Nova York derrete sob um calor de Madureira.
Fui assistir ao musical de David Byrne sobre a vida de Imelda Marcos. Achei um pouco ingênuo, mas gostei de saber da história. Ela guarda alguns paralelos com as manifestações populares que tomaram conta do Brasil. Em frente ao balcão do palácio, com o povo linchando os bonecos do casal Marcos, Imelda pergunta à massa o porquê de não gostarem dela. Depois, foge para os Estados Unidos em um helicóptero, acompanhada de cinquenta membros de seu partido e 3 000 pares de sapato.
Quando saí do Rio, a vigília em torno do prédio do governador Sérgio Cabral estava apenas começando. Amigos mais engajados se juntavam ao protesto e muitos sofreram com a ação violenta da polícia.
Boatos, vindos de gente bem informada, levantavam a apavorante hipótese de a truculência da guarda estar partindo não da Secretaria de Segurança, mas das milícias infiltradas na corporação, insatisfeitas com a atual política.
Conhecidos, revoltados com a ponte aérea Rio-Porto Belo do helicóptero do governador, prometiam fazer o que estivesse ao alcance deles para tirar Cabral do poder.
Alguns se aglomeraram na porta da igreja para berrar contra o casamento milionário da filha de um empresário de transporte. Outros tentaram controlar a fúria dos companheiros de passeata. Um homem retrucou dizendo que estava ali porque era incapaz de sustentar a própria família com a merreca que ganhava por mês. Tomado, investia contra lojas e restaurantes da Zona Sul.
Meu irmão viu uma turba de encapuzados de preto, munidos de pedras, se dirigir para Ipanema.
A revolução popular comporta muitas tribos, muitas vontades e muitos pontos de vista. Não é à toa que a Revolução Francesa decapitou seus principais líderes após a vitória.
Cabral velejava nos bons ventos das UPPs e dos eventos esportivos que viriam sustentar a economia do Rio de Janeiro até 2016. Foi pego pelo jantar da Delta, em Paris, e pelo uso abusivo do transporte aéreo. De uma hora para outra, vestiu a coroa de Luís XVI.
A ditadura das ruas, se perpetuada, corre o risco de se tornar algo brutal, perigoso e irascível. Resta saber quem sairá fortalecido dessa batalha.
Temo tanto a esquerda radical, pura, virgem, que vê em todo e qualquer empresário um corrupto em potencial, quanto o capitalismo sem freio, que aceita conchavos, subornos e privilegia aliados. Mas me apavora, acima de tudo, o populismo de Garotinho.
Eu me pergunto se a grita não beneficiará, mais tarde, forças políticas devastadoras.
Tenho refletido sobre as opções para 2014. A ideia de que as milícias estariam por trás da ação dos policiais, com o objetivo de acabar com a credibilidade do trabalho de José Mariano Beltrame, é uma triste possibilidade. Quando eu me lembro de Álvaro Lins, tenho vontade de chorar.
É preciso ter cuidado para não servir de massa de manobra para as sempre alertas forças ocultas.
Como diz um amigo budista, o mal é sempre poderoso e a virtude, frágil como pluma.
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