sábado, 14 de junho de 2014

ISTO É/SENSUS mostra Aécio e Dilma mais próximos

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ibope para o Rio

candidatos Rio
Pesquisa durante a Copa
A Firjan quer saber como anda o humor do eleitor fluminense, mesmo com as indefinições que rondam os palanques de Luiz Fernando Pezão e Lindbergh Farias . Encomendou uma pesquisa ao Ibope, registrada ontem.
Foram entrevistados 1 024 eleitores entre o dia sete e a quarta-feira, 11. O resultado deve sair no dia 17.

Policiais civis ameaçam fazer greve com duração de cinco dias

Agentes decidem pelo indicativo de greve e dão novo prazo para que o projeto de lei que incorpore a gratificação das Delegacias Legais seja aprovado


 O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol) decidiu durante assembleia na tarde desta sexta-feira, na Cidade da Polícia, no Jacaré, pelo indicativo de greve para o dia 24. De acordo com os agentes, se o projeto de lei que incorpora a gratificação das Delegacias Legais aos salários dos policiais não for enviado para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), eles farão uma greve de cinco dias que terá início no dia 25.
Caso o governador Luiz Fernando Pezão não encaminhe a proposta até o dia 30, eles farão uma nova assembleia para decidir o rumo do movimento. No entanto, se até no dia 24 a reivindicação dos policiais for aceita, a categoria não entrará em greve.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

César Maia se recusa a apoiar a candidatura de Pezão


Mesmo com pedido do tucano Aécio Neves, o ex-prefeito e vereador do DEM garante que vai manter candidatura ao governo do Rio

GABRIEL SABÓIA
Rio - Pré-candidato ao governo do Rio, o vereador Cesar Maia (DEM) afirmou ontem que não vai desistir de sua candidatura para apoiar a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), conforme defende o presidenciável tucano Aécio Neves. Parte do PMDB do Rio apoia a candidatura de Aécio e de Pezão - o chamado ‘Aezão’. O senador tucano trabalha para que Maia abandone a disputa para que o PSDB feche uma aliança com o PMDB fluminense. O DEM apoia os tucanos nacionalmente. 
Cesar Maia e Aécio Neves não se encontraram no velório de Alencar
Foto:  Alessandro Costa / Agência O Dia
“A retirada da minha candidatura está fora de discussão. Eu sempre digo para o Aécio: minha candidatura é irremovível. Sua decisão não vai influenciar na nossa relação”, garantiu Cesar Maia, durante o velório do ex-governador Marcello Alencar, no Palácio da Cidade. 
“A coligação seria importante para o PSDB em nível nacional, já que eles buscam apoio no Rio, que é o terceiro maior colégio eleitoral do Brasil. Nessa época são normais os encontros políticos, que sempre causam alvoroço. No entanto, eu não poderia apoiar o PMDB, de quem fui oposição nos últimos anos. Seria uma vergonha completa”, argumentou o vereador, que vai se reunir com o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), e Aécio para bater o martelo sobre a coligação no Rio. 
A pré-candidatura do deputado Miro Teixeira (Pros) ao governo do Rio corre o risco de não se concretizar. O deputado Glauber Braga (PSB) voltou a afirmar ontem que o partido vai buscar alternativas de coligação no estado. O PSB do presidenciável Eduardo Campos negocia com dois pré-candidatos ao governo do Rio: Anthony Garotinho, do PR, e Marcelo Crivella, do PRB.
Ex-governador Marcello Alencar é velado no Palácio da Cidade
Sob aplausos de mais de 300 pessoas e missa celebrada pelo cardeal Dom Orani Tempesta foi velado, na manhã de ontem, no Palácio da Cidade, o corpo do ex-governador do Rio de Janeiro Marcello Alencar. Amigos, familiares e lideranças de vários partidos, inclusive de oposição, fizeram questão de dar adeus ao presidente de honra do PSDB, morto na terça-feira por causas naturais, aos 88 anos. O corpo foi cremado em cerimônia para os familiares, no Memorial do Carmo. 
“Aprendi a admirá-lo. Apesar de adversários, fomos grandes amigos", disse o governador Luiz Fernando Pezão, que decretou luto oficial até sexta. O presidenciável tucano Aécio Neves se emocionou ao receber do deputado Luiz Paulo Corrêa (PSDB) uma carta escrita, de próprio punho, a poucos dias, pelo ex-governador. 
“Caro presidente Aécio, somente o impedimento absoluto me privará de estar ao seu lado no próximo sábado”, escreveu, referindo-se à convenção nacional do PSDB, no sábado, quando será formalizada a candidatura de Aécio. “Ficarei sem meu conselheiro e o Rio sem o governante com o qual o PSDB viveu seu melhor momento”, lamentou Aécio. Um diploma entregue pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Mello (PMDB), a pedido do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu a Alencar, num ato simbólico, o mandato de senador cassado em 1969 pela ditadura militar.

Pão e circo

A Copa do Mundo de futebol começa hoje em São Paulo sem que dois personagens centrais de sua organização possam sequer aparecer no telão do Itaquerão, ou terem suas presenças no estádio anunciadas, justamente os que pensavam em retirar do evento dividendos políticos, cada qual à sua maneira: a presidente Dilma, candidata petista à reeleição, e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, também almejando mais uma recondução ao cargo.
Outro grande ausente da cerimônia de abertura será o ex-presidente Lula, responsável pela construção do novo estádio e torcedor fanático de futebol, mas sem condições de se expor ao público sem correr o risco de uma vaia. Aliás, é de se notar que nenhum candidato à Presidência da República pretende dar as caras no estádio.
Situação distinta da que passou o então governador de Alagoas, Fernando Collor, que escolheu o desfile de escolas de samba de 1988 para testar sua popularidade, e foi amplamente vitorioso na ocasião, pavimentando o caminho para sua eleição à Presidência da República no ano seguinte.
Aconselhados pela vaia que levaram na abertura da Copa das Confederações, Blatter e Dilma preferiram o anonimato, ambos utilizando-se de cerimônias em recinto fechado para fazerem seus pronunciamentos oficiais. A presidente Dilma usou a prerrogativa do cargo para se defender das críticas em cadeia nacional de televisão, sem possibilidade de reação da plateia.
Blatter enfrentou a oposição europeia à sua permanência no cargo ao comandar a cerimônia oficial da assembleia da Fifa, e não contou com a solidariedade da presidente Dilma, que pretextou uma providencial gripe para não comparecer à reunião como prometera a ele.